O país está em estado de pré-sublevação e a situação não é para menos. Imagine-se que Scolari, aquele brasileiro selecionador nacional que, segundo dizem, é apenas campeão do mundo, tem o descaramento de não convocar Baía. Como se o país pudesse viver sem Baía na baliza! Ainda por cima não presta vassalagem ao vice-rei do norte, esquecendo insolentemente que vivemos numa monarquia virtual, com Bice-Reis, Varões, Biscondes, controlando tudo quanto é sítio ou feudo de interesse.
O desgraçado do selecionador só ganhou seis jogos, empatou três e perdeu dois (Itália e Espanha), nos jogos a feijões disputados até agora. O que é isso quando comparado com a figura que esta mesma selecção fez no último campeonato do mundo, há pouco mais de um ano? Claro que merecia bilhete de regresso. Alem disso o selecionador mais uma vez se esquece da monarquia virtual e não presta a devida homenagem a alguns jogadores, tambem eles bem implantados na dita monarquia com as posições de Bice-Bice-Reis, Bice-Varões, Bice-Biscondes, etc.
Assim não, assim não pode ser! Se quizermos ser alguma coisa temos de voltar ao modelo de Saltillo, isso sim, a grande demonstração das virtudes e das realizações nacionais!
Tambem não podemos esquecer que a equipa é de todos nós e, sendo assim, é de aplicar o grande lema: a equipa para quem joga! Portanto, os jogadores é que devem escolher a equipa e quem tiver maior influência, ou maior apoio, ou mais interesses por detrás, é que deve jogar. Nunca esta pouca vergonha de um selecionador fazer experiências, mostrar que todos os jogadores podem entrar na equipa, tentar saber com o que pode contar. Quem pode admitir um descaramento desses?
Por uma questão de justiça não podemos esquecer os preteridos treinadores nacionais os quais, por sua vez, tambem não se podem esquecer de quem os vai contratar depois de serem selecionadores. Ah, este é um mundo muito complicado!
Por último, se não houvesse estes assuntos de que falar como é que a rádio e a televisão iam ocupar os seus tempos? E os jornais encher as suas páginas? Se calhar não teriam outra alternativa se não falar dessa insignificância da inflacão sempre em aumento, ou dos rendimentos sempre a diminuir, ou do número crescente de novos desempregados que aparecem a cada hora que passa. Teria algum jeito falar de coisas tão chatas, tão incómodas, tão desagradaveis?
Portanto, como diziam os antigos, é fartar vilanagem já que, Graças a Deus, vivemos no melhor dos mundos com os mais encantadores dos basbaques!
Publicado por polilog em novembro 19, 2003 01:58 PM