Força Putugal, país de herois, marinheiros, poetas e mentirosos!
Força Putugal!
Um país no caminho da Europa, mas em sentido contrário!
Um país em recuperação, da última posição na escala europeia!
Um país de crescimento, em número de pelintras!
Força Putugal!
Um país de direitos sem obrigação!
Um país de diplomas sem estudo!
Um país de representantes sem representados!
Força Putugal!
Um país de bases sem elite!
Um país de elites sem base!
Um país do que é bom está lá fora!
Força Putugal!
Um país cujo presente está no passado!
Um país de passado onírico!
Um país de amnésia!
Força Putugal!
O tunel do Marquês já teve uma vantagem: mostrou que as autarquias estão dispensadas das questões ambientais. Isso não é com elas: tuneis, viadutos, construções, linhas de água, etc., é da Câmara, pronto! E foi o Secretário de Estado do Ambiente, com aquele seu ar serafico e convincente, quem o assegurou.
Está assim perfeitamente demonstrado porque este país é a maior cacofonia ambiental e paisagistica da Europa e Mediterraneo.
Fica tambem demonstrada a qualidade dos nossos politicos e autarcas.
Eventualmente ficam igualmente indiciadas algumas das razões explicativas do alto nivel no ranking da corrupção. Força Putugal!
Há um antigo professor, pessoa notavel e homem de direita, que costuma dizer que o Estado tem de ser uma pessoa de bem.
Parece que os antigos alunos, admiradores e correligionários, não aprenderam a lição.
É deveras nauseante ver as figuras que o Estado está a fazer e a quantidade de reclamações exasperadas apresentadas por alguns dos seus trabalhadores. Ou eles não têm razão e deve haver informação ou acção disciplinar, ou eles têm razão e o Estado tem de cumprir.
Se o cidadão, se as empresas não pagam ao Estado são multas, são coimas, são penhoras, eventualmente prisão até.
E se o Estado não paga? Não se pode prender o Estado? Mas o Estado tem rosto: é o Primeiro Ministro, são os Ministros, são os Secretários de Estado, são os Directores Gerais e por aí fora. São esses senhores e senhoras os responsaveis pelo incumprimento do Estado. Então que sejam eles solidariamente responsaveis com o Estado, como por vezes acontece com as empresas.
Se o Governo está a privatizar tudo então que privatize tambem a responsabilidade e a responsabilização, de maneira a acabar com este regabofe dos altos cargos fazerem o que lhes apetece na completa impunidade, escondidos por detrás da sombra do Estado.
Engraçada esta história da RTP. O que a gente ouviu há dois anos e o que a gente ouve agora das mesmas bocas. Não admira: não consta que a boca tenha memória.
Afinal, depois de todos aqueles temporais e macareus, eis aí a grande revolução:
mais novas instalações,
mais novos equipamentos,
mais novas promoções,
mais novos logotipos,
mais novas promessas,
mais novos investimentos politicos,
(vamos a ver se não vamos ter, mais uma vez, a RTP completamente domesticada)
para no final assistirmos ao
ET VOILÀ! O grande passe de mágica:
RTP1 = RTP1
RTP2 = A DOIS (não é autoestrada nem dor, é maquilhagem)
Pois é! Os politicos ainda não descobriram a recta.