fevereiro 22, 2005

Mais que nunca: Elucidativo e preocupante

Foi verdadeiramente elucidativa, e consequentemente preocupante, a intervenção de certa esquerda nos prós e contras de 21/02/2005. A ignorância técnica, o irrealismo objectivo, um certo radicalismo militante não auguram nada de bom para o governo e muito menos para o país.

A situação em que o país está não permitem o luxo de revolucionarismos ocos e anárquicos nem a ignorância da dificil situação social de muita gente neste país. Tambem não permitem aqueles comportamentes aventureiros e irresponsaveis do PREC, expressos em frases descabidas de gente com experiência e idade para se comportar decentemente.

Qualquer pessoa sensata, seja qual fôr a sua posição no espectro partidário, deve ter respirado aliviada, ao constatar uma maioria absoluta para o partido vencedor, mesmo que essa não seja a sua posição de princípio.

Mais que nunca é necessário um governo forte e sério, governando com realismo e bom senso, com competência e sensibilidade. Um governo que compreenda as preocupações da direita e sinta os problemas da esquerda, um governo que consiga o milagre de satisfazer os dois.

Mais que nunca é necessária uma oposição decente e responsavel que saiba que fazer oposição é uma forma de governar e de contribuir para resolver os problemas do país, uma oposição que não ceda à tentação de se aproveitar das dificuldades e da má situação dos portugueses para seu próprio benefício ou para brincar à anarquias.

Mais uma vez é necessário que os cidadãos saibam ser cidadãos, responsaveis, lúcidos e pensando pela sua própria cabeça.

A bom entendedor!

(com a devida vénia)

Publicado por polilog em 09:23 PM | Comentários (0)

fevereiro 21, 2005

Fim da boémia, fim do mito

É o fim da boémia como método e estilo. É o fim da governação entre dois copos e três piropos. Ou depois de uma "sesta".

Como poderia este povo, cheio de problemas e privações, rever-se nessa gente que lhe levava os impostos com muitas palavras doces e pouco mais lhe deixava que resultados amargos? Como se poderia rever nesses carros de luxo, cada vez mais numerosos, que passavam à distância quando os seus ficavam cada vez mais calhambeques? Como se poderia rever nesse estilo blazé, cheio de mitos, ícones e autoincensamentos, com gente que de bluf em bluf se ia entronizando cada vez mais?

Não podia e o resultado aí está. A bom entendedor!

(com a devida vénia)

Publicado por polilog em 12:52 PM | Comentários (0)